CPI da Alego aponta 182 obras públicas paradas em Goiás

Investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito identificou 43% dos municípios goianos com edificações inacabadas

O presidente da Comissão das Obras Paralisadas, o deputado estadual Amauri Ribeiro (Patriota) identificou que há em Goiás 182 obras inacabadas, em 107 municípios. As construções paradas são em sua maioria de escolas, creches, pavimentação e outras.

“Infelizmente, essa grande quantidade de obras abandonadas vem do descaso da gestão anterior com a população goiana”, pontua Amauri Ribeiro.

Para dar sequência aos trabalhos da Comissão, foi aprovado junto aos parlamentares o envio de um pedido ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que um técnico do órgão auxiliasse nos trabalhos da CPI.

Além disso, foi solicitado o agrupamento de dados dos 107 municípios do Estado, que deverão ser colhidos na Secretaria de Estado de Educação – Seduce; Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços – SIC; e Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes – Goinfra.

“Esses documentos auxiliarão nas investigações, o que possibilitará a comissão sugerir ao Estado as mudanças necessárias para concluir as obras”, afirmou o deputado Amauri Ribeiro.

Escolas abandonadas

Durante a CPI, os parlamentares priorizarão os dados de 24 escolas Padrão Século XXI, que estão com as obras paralisadas. Além das unidades escolares, os parlamentares cobrarão agilidade no térmico de 36 quadras de esportes, a grande parte está em fase de aplicação da cobertura.

De acordo com o deputado estadual Amauri Ribeiro, a ex-secretária de educação Raquel Teixeira, será convocada para prestar esclarecimentos sobre essas escolas. “A ex-secretária de educação deverá explicar porque o Estado rompeu os contratos de construção e qual o motivo de algumas dessas obras serem repassadas para os municípios. Não queremos apenas apurar os números, queremos ajudar a resolver a situação, pois essas edificações não podem ficar paradas”, argumentou Amauri Ribeiro.

Estiveram presentes durante a CPI, os deputados Rubem Marques (Pros), Cairo Salim (Pros), Wagner Camargo Neto (Pros) e Rafael Gouveia (DC).

Para as demais obras, Amauri esclareceu que com a ajuda do profissional técnico, em breve, as investigações deverão apontar possíveis responsáveis, que deverão ser convocados para prestar esclarecimentos aos deputados.

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