"Jogado aos teus pés, eu sou mesmo exagerado". Exagerado a ponto de reconhecer que o "tempo não pára", que a nossa "piscina tá cheia de ratos" e que não podemos nos contentar com a "caridade de quem me detesta".
Não vamos mais "ficar em cima do muro". Vamos, sim, apostar naquele "garoto que ia mudar o mundo" e foi ignorado pelos nossos inimigos, sem ideologia alguma, que "estão no poder".
"Eu sou mais um cara", que "vou sobrevivendo sem um arranhão".
Não podemos permitir que transformem "o país inteiro num puteiro", para ganhar "mais dinheiro".
É hora de dizer aos políticos que as idéias deles "não correspondem aos fatos".
E que embora adoremos "um amor inventado", não somos tolos, que não queremos um "museu de grandes novidades", mas viver nossas vidas, a realidade.
"Sou forte, sou por acaso", ando com a "minha metralhadora cheia de mágoas", sou um cara que "procurando uma agulha no palheiro", "vejo o futuro repetir o pasado" e "não tenho data para comemorar".
"Meu partido é um coração partido". "E as ilusões estão todas perdidas".
Mas eu gosto é de futebol!
"Eu amo o Football".
"Amor que é amor, com a bola no pé".
*Texto baseado nas músicas "Exagerado", "Ideologia", "Jogo de Futebol" e "O tempo não pára", cantadas por Cazuza, morto há 18 anos, no dia 7 de julho de 1990.

*(Por
"Persio Presotto - Colaborador do A Hora - ONLINE, jornalista,
editor e colunista do sítio